6 remédios aparentemente inofensivos que podem destruir você

Muito provavelmente você ou alguém que você conheça, já se auto medicou. Sintomas aparentemente comuns como dor de cabeça, resfriado ou gripe, em sua grande maioria são tratados em casa e com os medicamentos mais comuns, ou seja, aqueles que apresentam maior eficácia de cura com todos que usaram.

Apesar de ser muito debatido, pouca parte da população acredita que a auto medicação pode trazer muitos riscos a saúde. No entanto, foi exatamente isso que aconteceu com o rei do pop, o saudoso Michael Jackson. Para aqueles que não se lembram, em 25 de julho, de 2009, o cantor foi encontrado morto na residência onde morava. Segundo as informações, ele teria vindo a óbito após sofrer uma overdose de medicamentos.

Esse é apenas um, dos diversos exemplos que podemos citar ao falar sobre os perigos da auto medicação. Para Camila Costa, professora do Departamento de Farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o maior problema está no excesso. “Medicamentos como anti-inflamatórios, analgésicos, relaxantes musculares e antibióticos são perigosos se usados em grandes quantidades, geralmente acima do limite recomendado pela bula”, informa.

É necessário destacar que não são somente os remédios que precisam de receitas que apresentam riscos, as conhecidas aspirinas, dipirona e até mesmo os complexos vitamínicos, se ingeridos de maneira irregular podem ser prejudiciais.

Sabemos que com a correria do dia a dia, se torna impossível consultar um médico todas as vezes que sentimos dor e por isso é recomendado que não sendo possível uma consulta, procure um farmacêutico, mas evite a auto medicação. “Apesar desses profissionais não poderem fazer um diagnóstico, eles podem oferecer uma medida paliativa para tentar solucionar o problema daquele momento”, disse Camila.

Ainda segundo a professora , em caso de persistência do sintoma é indispensável que haja a procura de um médico, principalmente pelo fato de que os medicamentos ingeridos de maneira irregular, pode mascarar o diagnóstico na fase inicial da doença.

Pensando nisso, trouxemos hoje uma lista com alguns medicamentos que apesar de parecerem inofensivos, se usados de maneira incorreta pode trazer problemas a saúde.

1. Vitaminas

A ilusão de que as vitaminas só fazem bem, é um dos maiores fatores para que seja feito o uso sem prescrição. No entato, quando ingerida em grande quantidade, ou quando ha problemas com o os rins, o excesso pode acabar não sendo eliminado pelo corpo, o que leva ao acumulo de vitamina, também denominadode hipervitaminose. Essa condição pode trazer riscos à saúde, como vômitos, diarreia, problemas no fígado, arritmias, osteoporose, perda de cabelo, irritabilidade, fraqueza muscular e inúmeros outros sintomas.

2. Dipirona

A dipirona sódica é um medicamento que é utilizado principalmente como analgésico e antitérmico. No entanto, possui o risco de causar agranulocitose, uma doença muito perigosa e com potencial fatal. Também conhecida como agranulocitopenia, a agranulocitose é uma doença aguda do sangue, caracterizada pela ausência de leucócitos granulosos. Estas células são as principais barreiras de defesa contra as infecções, sendo assim, aumenta o risco do paciente contrai-las.

Devido ao grande risco que o uso desenfreado da mesma pode gerar, em alguns países do continente europeu, o uso da dipirona é barrada.

3. Aspirina

Para muitos a aspirina é um medicamento que não possui contra indicação e que não oferece riscos e por este motivo são milhões de pessoas que fazem o uso da mesma como um método de previnir ataques do coração, derrames e até mesmo diminuir o risco de desenvolver um câncer. Contudo, estudos comprovaram que o uso prolongado do medicamento pode acarretar mais malefícios que benefícios. Além disso, os acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos são mais frequentes quando o paciente está recebendo o medicamento.

4. Anticoncepcional

Um estudo divulgado em novembro do ano passado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora de remédios dos Estados Unidos, mostra que existe um risco maior de trombose venosa em mulheres que tomam anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona. Segundo estudos, mulheres que fazem o uso da pílula possuem 4 vezes mais chances de ter uma trombose venosa profunda.

5. Paracetamol

Consumir uma dose um pouco acima da recomendada do analgésico paracetamol por um longo período de tempo – mesmo que apenas por uma questão de dias – pode causar graves danos à saúde, de acordo com pesquisadores ingleses. Ingerir paracetamol em excesso conduz à “overdose escalonada”, que pode ocasionar problemas no fígado e cérebro, além da necessidade de diálise ou ajuda para respirar. Aumentam também as chances de morte devido a estas complicações.

6. Antibiótico

Os antibióticos são venenos seletivos, que matam bactérias específicas sem afetar as células do nosso corpo. Mas seu uso indiscriminado é um problema de saúde muito sério.

O uso imoderado favoreceu o contato de diversas bactérias com múltiplos antibióticos, as quais, devido aos seus mecanismos de defesa, sofreram alterações (mutações) para conseguir conviver com os medicamentos, tornando-se resistentes. Ou seja, as bactérias apresentaram, progressivamente, sinais de resistência e até mesmo de indestrutibilidade aos antibióticos.

Vale ressaltar que o mais indicado é que só se use um medicamento quando ele for prescrito por um médico, mas caso não seja possível ir ao especialista, busque por alguém que entenda do assunto! Apesar de serem muito úteis e importantes, o medicamentos também são perigosos.

Fonte: TecMundo



Escrito por italo