Melhor amigo de Lázaro Barbosa se pronuncia pela primeira vez e dá detalhes sobre habilidades do rapaz

A busca por Lázaro Barbosa, conhecido como o serial killer de Brasília, já chegou a 13 dias e tem mobilizado um grande número de polícias que seguem a procura do mesmo. O fato de possuir grande habilidade em se esconder no mato, tem feito com que as equipes de busca encontrem muita dificuldade para capturar o procurado.

Recentemente, durante uma entrevista, Jorcilei Rosa Sales, amigo que cresceu com Lázaro em Barra do Mendes, interior da Bahia, disse que o mato é como um quintal para o rapaz, que possui grande conhecimento da região, fato que tem facilitado sua fuga.

“Ali [em Goiás] é muito pequeno para ele; não tem dificuldade nenhuma. É como se ele estivesse dentro de uma casa. Ele é esperto, tem artimanha. Mas isso não quer dizer que seja feitiçaria”, contemporiza Jorcilei, que negou os boatos de que o assassino tenha ligação com satanismo ou seitas.

Ainda durante a entrevista, Jorcilei que já trabalhou com Lázaro, afirmou que o fato de conviverem com a caatinga, fez com que ele desenvolvesse  facilidade em se adaptar no mato. “E ele [Lázaro] sabe se defender no mato, mesmo. Porque, imagina: nós estamos numa região de caatinga, onde tem muito espinho. E lá em Goiás não há espinhos na mata. Aqui tem xique-xique, unha de gato, muita madeira perigosa”, complementa.

Jorcilei é casado com Zilda, tia materna de Lázaro, e é o melhor amigo do criminoso. Segundo o entrevistado, ele conheceu Lázaro, quando o foragido tinha 18 anos e Jorcilei, 21. Os dois eram vizinhos no povoado de Melancia, em Barra do Mendes.


Os dois mudaram-se para Goiás em busca de melhores condições de vida. Mesmo depois de Lázaro ter assassinado dois homens em Barra do Mendes, há mais de 10 anos, Jorcilei nunca teve medo do amigo.

“Eu não tenho um pingo de medo”, disse ele, que já deixou o amigo fazer a barba dele com uma navalha na mão.

Já ao fim da entrevista, ele disse que é apenas uma questão de tempo para que o assassino se entregue as autoridades.

“Na hora certa, ele vai a uma delegacia. Vai se entregar sem arma na mão, sem mochila; vai de boa. O tempo de se entregar, quem manda é o cansaço. No dia em que ele estiver exausto, cansado e abatido, vai se entregar, sem precisar usar nenhuma força policial”.

Fonte: Correio24hs



Escrito por italo